Foto: Unsplash | Charlein Garcia

 

Por Rosane Castilhos, mãe, artista plástica, educadora parental (PDA) que gentilmente nos autorizou a reproduzir seu conteúdo inspirador ♥︎

As crianças se constroem a partir de tudo o que seus adultos de referência lhes dão e fazem, muito pelo que vivem com eles.
São formadas pelo jeito que são tratadas, aprendem com as músicas que escutam, com os alimentos que comem, com os livros que lêem, com as frases que escutam e com o tempo que nos envolvemos com elas.
Por mais que novas teorias, estudos, livros, cursos, palestras sejam excelentes na caminhada de educar, nada supera o exemplo, eles podem até nos auxiliar a ser um exemplo melhor, mas a intensidade da luz que guia essa tarefa de educar é responsabilidade nossa.
As crianças a seguem sendo iluminada ou sombria, não tem jeito.
Palavras se perdem e o sermão se desfaz se não houver a prática de quem o diz.
Acredito que as crianças carregam uma carga delas mesmas, há coisas que são suas, estão meio que cravadas no peito, são suas características singulares e merecem total respeito, mas muito, muito é construído com base no que vivem e sentem.
Se edificam muito mais a partir do que experimentam e vivenciam do que se pede a elas.
Penso eu que as crianças são construídas pelas emoções, expressões, sensações, pelas relações, pelo colo que ganharam ou por aquele que deixaram de ganhar, pela presença e pela ausência, pelo ganho e pela falta, pelo muito ou pelo pouco. Depois, cada um faz o que quiser, puder e conseguir com tudo isso que viveu.
As vivências e o exemplo são atemporais, já as falas rasas sem prática se vão com qualquer ventinho.