A brincadeira era um convite a diversão. Imagine a sensação do corpo balançando e tocando a poça. As vezes rápido. Depois devagar. Mas, enquanto estivemos no parquinho, só as meninas brincaram assim.
Os olhinhos da criançada brilhavam desejando também, mas eram muitos “nãos” por parte dos adultos: “você vai molhar, vai se sujar, está de tênis, vá fazer outra coisa”.

Muitas vezes, nós podamos a experiência sensorial e o potencial criativo do brincar (leia mais aqui), por não abrir mão do controle, da previsibilidade. Temos dificuldades em lidar com movimentos que são essenciais para a experimentação da natureza: sujar, testar os limites, correr risco (àqueles que são inerentes ao brincar ao ar livre, como altura, velocidade, terrenos desnivelados, instrumentos irregulares). Quando crescidos nos esquecemos de como é ser criança?

Permitir é fundamental pra vivenciar a natureza e colecionar memórias da infância a partir do sentir. Te convido a deixar acontecer.