Foto: Tanto Mar Fotografia

Minha cabeça não pára. Desde sempre.
As inúmeras tarefas e atividades envolvidas em minha tripla jornada geram uma lista infindáveis de coisas “a fazer”. Esqueço. Me perco. E olha que sou até uma pessoa organizada… Não encontro inspiração. Me sinto cansada. E tenho a sensação de que não paro nunca de trabalhar…
A carga mental é fato, é da vida adulta. Mas se amplifica com a maternidade, mesmo quando contamos com um parceiro (ou parceira) que apoia e se responsabiliza, ou há uma rede de apoio.
A gente olha para dentro, cuida de si, se autoresponsabiliza, mas o peso continua… Como então buscar leveza dentro do cotidiano? Foi com este questionamento que cheguei ao Entre Nós sobre esgotamento mental materno com a psiquiatra perinatal Juliana Parada.

Juliana começou a roda nos convidando para uma meditação. A intenção era chegar. O estar não se limita a presença física. Se faz necessário sentir. Se conectar. Sem aparelhos. Sem interrupções. Fui tomada por um estranhamento. Era como se eu não respirasse a dias. Meses, talvez. Conforto. Leveza. Foi o que senti quando me permiti desacelerar. Sem peso. Minha capacidade de escuta se amplificou, atentei para cada palavra dita, para cada sentimento confessado. O conteúdo valioso que Juliana compartilhou fez morada em minha consciência e reverberou. Para encontrarmos a leveza no cotidiano precisamos entender que ser mãe é perder o controle (e como eu tenho dificuldades nisso, e vocês?). Equacionar as expectativas, olhar pra gente, se conhecer para criar múltiplas estratégias para lidar com as necessidades e situações que desequilibram. Um caminho de evolução. Sem fim. E faz parte de uma jornada transformadora de reencontro ♡