* atualizado em dez.21
foto colorida. a casa museu.
crédito: julia basta

Uma “casa-museu”, com um telhado que tem a forma de asa de borboleta e planos inclinados,  projetada por Oscar Niemeyer . Jardins assinados por Burle Marx e um amplo quintal, localizada às margens da Lagoa da Pampulha – tem cenário mais convidativo para um passeio em família?

A casa de fim de semana de Juscelino Kubitschek, quando ainda era prefeito de Belo Horizonte, foi restaurada e transformada em um museu. A exposição permanente Casa Kubitschek: uma invenção modernista do morar, faz referência histórica ao ambiente político e cultural em que o pensamento modernista se consolida em Minas Gerais e se manifesta na arquitetura, no urbanismo, no paisagismo e nas artes. Artistas como Volpi (em um painel lindo de azulejos na varanda), Lúcio Costa Paulo Werneck também são referenciados.  Móveis, adornos, objetos, espaços, fotografias da época foram preservados e durante o passeio vivenciamos como era o habitar entre os anos 40 a 60.  Além de JK, a família Guerra também foi proprietária do espaço (vale conferir esse texto em que a escritora Cris Guerra conta um pouco sobre a memória afetiva da casa).

No passeio iremos conhecer a sala de jogos, com uma mesa de bilhar, não de sinuca, que usa apenas 3 bolas e sem caçapa. Uma casa grande, incomum para os tempos de hoje, com lareira, sala de estar, sala de jantar, sala de TV, quarto de hóspedes, piscina, varanda, casa anexa, mezanino (com capas de discos pertencentes à família Guerra), tijolos de vidros no corredor, muitas sacadas.

Segundo a Fundação Municipal de Cultura, o pátio interno da Casa Kubitschek configura como uma homenagem à cidade natal de JK, Diamantina, com suas cores azuis e brancas, as portas e janelas de treliças, onde se observamos a casa desses ângulos, encontramos uma casa com sua arquitetura colonial.
As curvas e o jardins do fundo da casa contam com espécies características da flora da região de Diamantina, como as famosas sempre vivas, típicas da região e as cangas de mineiro, que compõem os jardins, parte do relevo das cidades produtoras de minério de ferro. Outro ponto que chama a atenção na casa são os cincos pés de jabuticaba, fruta preferida de Juscelino. Encontramos também um pé de cravos no quintal e ninfeias no lago artificial, que parecem vitórias régias.

 

Importante: 

. Não é permitido estacionar na Orla da Pampulha. O visitante deve parar na área de estacionamento da Av. Fleming (Praça Nova da Pampulha) e ir caminhando. É um passeio agradável.

. O espaço está recebendo visitas por agendamento neste link.

> Medidas Covid-19: uso de máscara obrigatória. Lembre-se sempre de seguir todas as recomendações de segurança sanitária. Leia mais aqui.

Dica boa praça 
Acompanhe uma visita mediada pelo educativo para conhecer um pouco mais sobre a história da Pampulha.

tabela

 

Obs.: As fotos que ilustram este post foram realizadas antes da pandemia de covid-19 durante nossos encontros no espaço.

Beagá é nosso quintal. Experimentar na companhia das crianças os lugares perto da gente, turistando em nossa própria cidade #staycation, abertos ao sentir e ao reparo, cria memórias afetivas em toda família, hoje e sempre.

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