Pra entender a passagem do tempo que estamos vivendo, em meio as perspectivas de duas crianças, no início do isolamento “plantamos” na água uma batata doce. ⁣

Foram dias em expectativa. Depois de quase duas semanas, cresceram raízes, mais um bocado no calendário e um broto apontou. Agora, já por volta do dia 40, o primeiro ramo de uma possível trepadeira nos fez sorrir. Dizem ainda que cresce mais, fica pendente, nos presenteando com folhinhas comestíveis. Sábia natureza. ⁣

Se você animar ter em casa uma nova plantinha, basta colocar uma parte da batata fixa por palitos em um recipiente com água. Lembre-se de trocar o líquido toda semana (pode pingar gotinhas de água sanitária ou cloro pra evitar a visita do aedes). Acompanhando o crescimento da nova verdinha, a gente vai entendendo que vagareza é não ter pressa. E tem sido bem necessária nesses dias incertos. Isso me faz lembrar também de um verso do meu poeta do coração, Manoel de Barros, “a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.” ⁣