“Mãe, não tem nada para fazer…” Tédio nem sempre foi motivo de reclamações por aqui. Quando os humores oscilavam, as chateações mútuas começavam, sempre dávamos um jeito de ir lá pra fora. Agora, há 47 dias em casa, emparedadas, com saudades do nosso quintal ~pracinha~, sentindo uma confusão de emoções que nem sempre são entendidas, o ócio cria um desassossego nas meninas.
Não fazer nada é convite para imaginação. Mas, nesse contexto incomum que vivenciamos, lançar mão de estratégias que tornem o convívio equilibrado para todos é necessário. Em um dia de queixas, me lembrei do pote do tédio: ideias de brincadeiras/atividades para que as crianças tirem na sorte e se divirtam.
Expliquei a elas que seria mais um meio para se inspirarem a brincar muito, as convidei para que sugerissem o que mais gostam de fazer. Escolheram 25 – tudo diversão simples – e lá se foi uma tarde inteira em conjunto de produção do material, entre conversa, negociação, escrita, colorido. E assim, seguimos aproveitando o tempo junto dentro do que nos é possível, um dia de cada vez.