Foto: Tanto Mar Fotografia

O contexto que estamos vivendo tem nos mostrado o valor do lá fora – bandeira que o Na pracinha defende há 8 anos. O isolamento físico, o emparedamento, o uso excessivo de telas, e não foram escolhas nossas. Precisamos nos cuidar e o lá fora responsável é ao ar livre, na natureza.
(Leia aqui o material de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre os benefícios da natureza para as crianças, aqui a recomendação do querido pediatra Daniel Becker))

Em 2017 lançamos o livro Beagá pra Brincar, com a intenção de ressignificar a relação entre famílias e cidade, criando pertencimento. Nele, reunimos os espaços naturais, urbanos e culturais, tendo a criança como protagonista. Com mais de 100 como dicas de passeios, entre praças, parques, museus, bibliotecas e centros culturais. Além de reflexões relacionadas à infância, a cidade e a natureza.

Muitas crianças desconhecem a cidade onde moram. São inúmeros os relatos que recebemos sobre as descobertas de uma Belo Horizonte por parte das famílias. Áreas verdes, paisagens urbanas eram cenários distantes, estranhos. A gente precisa resgatar esse vínculo, aos poucos. Retomar a vivência de nossa cidade com cuidado e respeito. O livro Beagá pra brincar pode ser o primeiro passo para remontar a memória, render conversas sobre a nossa cidade.

Recebemos uma pequena nova remessa e colocamos à venda a pedidos de muita gente que tem nos procurado.
Comprando o livro, você ainda ajuda o Na pracinha a continuar promovendo seus encontros brincantes (na torcida para um retorno breve). Tem interesse? É só escrever pra gente (falenapracinha@gmail.com) e pedir o seu (R$ 30) – o frete é grátis.


“Cheiro de grama recém cortada, o perfume enjoado e viciante da dama da noite ou o aroma que escapa da casca da mexerica sempre vai me lembrar dos dias ensolarados da meninice. Mas a minha infância teve também cheiro de chuva chegando, de terra molhada (depois da chuva), de roupa secando no varal. Sim, tudo isso tem cheiro, aroma, sentimento. E a gente aprende isso quando é pequeno. Os aprendizados e as lembranças que batem forte no coração quando a gente não conta mais a idade pelos dedos das mãos não veem dos brinquedos educativos “próprios para crianças a partir de 4 anos”. Vem da vida e daquilo que vivemos todos os dias. Por isso quando conheci o Na Pracinha, que tem cheiro de brincadeira boa, me senti em casa e abraçada pela Flávia Pellegrini e pela Miriam Barreto. Achei de uma beleza sem fim a proposta de incentivar e convidar pais e crianças a irem para praças, parques, museus, lugares ao ar livre, enfim. E, assim, aproveitar o tempo junto com diversão simples, que faz a gente suar, correr, se esconder e depois se encontrar, sentir o sol na cara, a grama pinicar o pé, a abelha zumbir no ouvido. Isso leva-se para sempre. Fica guardado dentro do peito. Vida longa ao Na Pracinha. Porque a vida precisa ser longa e intensa sempre, feito brincadeira de criança.”  
Ana Holanda – escritora e jornalista. Adora sentir cheiro de chuva e de se embriagar com a dama da noite.

Beagá é o nosso quintal. Beagá é pra brincar.