Foto: Tanto Mar


Mais um ano escolar se inicia e nós estamos ainda em meio às medidas de segurança da pandemia de covid-19. Novos desafios com um mesmo cenário: a casa como ambiente de (con)vivência – morada, estudos, trabalho, brincadeiras, repouso.

O ensino remoto traz assuntos diferentes embaralhados aos papéis comuns. Planejar a organização da rotina familiar para que o contexto impacte menos nas relações afetivas tem sido apontado como um caminho possível. A Sociedade Brasileira de Pediatria, em recente documento divulgado (leia aqui), destaca a importância do planejamento da agenda familiar para contribuir na preservação do bem estar das nossas crianças e adolescentes.

A rotina envolve conhecer os processos em família e comunitário. As crianças gostam de previsibilidade, dos rituais, trazem conforto e entendimento sobre limites, organização interna/externa enquanto ser. Maria Montessori, pedagoga italiana, já falava a respeito da importância da ordem (organização do ambiente, do tempo e da conduta) e da previsibilidade (rotina) para as crianças.

Foto: Tanto Mar

Pensando no papel educativo da casa (e de todos que a habitam), não apegue-se a manuais e tabelas de atividades por idade, cada família terá suas particularidades, inúmeras possibilidades de adaptação. Tenha uma conversa com as crianças para criarem os combinados, de forma flexível, já que vivemos um tempo de mudanças. Respeitando o equilíbrio entre as atividades da escola, cuidados do lar, e, principalmente, o espaço e o tempo livres para brincar. “As crianças cooperam mais quando podem expressar seus sentimentos e participar do planejamento e das escolhas”, escreve a educadora americana Jane Nelsen em seu livro Disciplina Positiva, defendendo que as crianças sejam integradas às atividades domésticas desde bem pequenas. O que contribui no desenvolvimento de habilidades como autonomia, responsabilidade, solidariedade, e fortalece o sentimento de pertencimento da criança.

No contexto das aulas assíncronas, famílias vivenciaram um desarranjo na relação pais-alunos. Se organizar no início do ano letivo contribuirá com a harmonia. A coordenadora pedagógica geral do Colégio Sagrado Coração de Maria, Daniela Afonso Chaves, aconselha: “é importante que escola e família estejam alinhadas quanto ao papel de cada uma. Cabe à escola a educação formal e à família o acompanhamento e monitoramento dessa aprendizagem. Em tempos de isolamento social, a parceria família escola deve ficar ainda mais intensa, já que a família dará suporte e será ponte para que a escola consiga desenvolver as habilidades dos estudantes. Mas a responsabilidade do ensino formal é da escola. Essa separação, a priori, pode ajudar no desgaste que muitas famílias estão tendo neste momento de ensino remoto. Outra questão importante é a rotina: façam uma reunião em família construindo juntos a rotina, manter o horário para assistir as aulas, fazer atividades, dormir, levantar, é primordial para o bom andamento do ano letivo, além de evitar também embates familiares.”

Vínculo é a conexão que importa, aquela que a criança – e nós, adultos – levamos para a vida toda. Essa ponte é construída com afeto, gentileza e respeito mútuo.


Conteúdo editorial criado pelo Na pracinha em parceria com 
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