Desde que esta pracinha foi criada, sempre indicamos passeios ao ar livre. Nesses tempos de pandemia, o lá fora, perto da natureza, longe de aglomerações, tem sido (ainda mais) recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Com responsabilidade, respeitando as medidas de prevenção, higiene e etiqueta respiratória* seguiremos compartilhando os quintais-praças por aí. ♡

No início de maio, buscamos novos ares entre natureza e arte no Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea, em Brumadinho. Um dos nossos lugares queridos nessas Minas Gerais. Conto pra vocês como foi a experiência.

Entre os protocolos adotados pelo parque estão: redução do número de visitantes para 500 pessoas/dia; aferição de temperatura na entrada; exigência do uso de máscaras durante todo o passeio; pedais para acionamento dos bebedouros; displays de álcool em gel em vários pontos; suspensão no funcionamento de alguns espaços.

Quem já visitou o Inhotim sabe que é passeio de um dia inteiro (e para conhecê-lo em totalidade, para mais de um dia), mas optamos por fazê-lo em meio período. Aproveitamos tão bem quanto outras vezes – aqui você encontra mais detalhes das nossas preferências no parque-museu.

Visitamos o Tamboril, os lagos, circulamos por algumas de nossas obras preferidas (Bream Drop Inmensa, Magic Square), apresentamos novidades para a caçula, conferimos uma exposição que despertou a curiosidade da filha mais velha, e exploramos uma trilha até então desconhecida.

Chegamos bem cedinho pra curtir a fria manhã, que logo se aqueceu com tanta andança. Fizemos uma parada para um açaí na Casa de Suco e trocamos o almoço pelo pão de queijo com pernil + bolo no Café das Flores. Entre uma rota e outra, algumas castanhas e uvas passas. No meio da tarde, já estávamos a caminho de casa.

Entre os muitos pontos de atenção nesses tempos estranhos: fizemos trocas das máscaras em intervalos de 2 horas (acompanhe o @qualmascara para ter informação de qualidade), redobramos os cuidados ao utilizar os banheiros, levamos nossas próprias garrafas de água. As meninas não reclamaram de ficarem de máscara ao ar livre – ainda me espanta como as crianças se adaptam tão rápido… As pessoas com as quais cruzamos estavam respeitando os protocolos, e isso traz mais segurança pra gente, afinal, o compromisso precisa ser coletivo.
Foi um domingo de respiro e reparo, com (c)alma.

Para visitar:
Instituto Inhotim – Rua B, 20, Brumadinho – Minas Gerais
O parque-museu está aberto de sexta à domingo. Às sextas, de 9h30 às 16h30, e sábados e domingos, de 9h30 às 17h30.
Ingressos: R$ 44,00 pelo sympla (gratuidade na última sexta-feira de cada mês, com retirada antecipada pelo sympla)
Crianças de 6 a 12 anos tem direito a meia entrada


*Distanciamento de no mínimo 1,5m; lavagem das mãos com água e sabão – ou se não for possível, álcool em gel; uso de máscara – com troca a cada duas ou três horas; lenços descartáveis para higiene nasal; cobrir o rosto ao tossir ou espirrar etc.

**Uso de máscara em crianças conforme recomendação da SBP: deve ser usada durante todo o período fora de casa, respeitando os protocolos de higiene e distanciamento social; uso indicado para maiores de dois anos, sendo que de dois a cinco anos o uso correto dependerá da maturidade de cada criança; cuidado individualizado no uso em crianças portadoras de deficiências; não utilizar em crianças com dificuldade respiratória; a máscara caseira deve ser feita com três camadas de tecido, sendo a camada exterior impermeável e a camada próxima ao rosto de tecido tipo algodão; deve cobrir boca e nariz e estar ajustada ao rosto; trocar a máscara a cada duas horas e sempre que molhar ou sujar; lavar a máscara após uso.