Blocos de rua com crianças: como aproveitar a folia?

 

Nesta praça a gente festeja a ocupação dos espaços públicos e, por isso, brincar o Carnaval é uma das manifestações coletivas que mais incentivamos. As crianças podem participar da folia, acompanhar os blocos e curtir com alegria. Ao longo dos anos, fomos reunindo dicas para curtir o ziriguidum com os pequenos, espia:

1 | O Sol estava quente e queimou a nossa cara…

O carnaval é um convite ao encontro, mas cada criança tem seu próprio tempo.
Prefira o sol mais manso, o passo mais lento, o sim que nasce do corpo disposto.

Na bolsa, leve cuidado: água, chapéu, protetor, um leque, um borrifo de frescor.

Brincar também é proteger.

2 | Sempre em segurança

Uma pulseira com nome e telefone, olhos atentos, passos juntos.

Mostre à criança quem pode ajudar se o caminho se perder: quem cuida, quem organiza, quem protege.

No meio da festa, a presença adulta é porto seguro.

3 | Brincar sem química

Nem toda espuma é leve, nem todo spray é brincadeira.

Que tal confete de folha seca, instrumento de lata, fantasia feita em casa?

Carnaval nasce das mãos, do corpo que inventa, do brincar que não machuca.

4 | Então brilha!

Tecidos que respiram, sapatos que acompanham o passo, pele que pode transpirar.

Tintas atóxicas, cores gentis com o rosto.

Brilhar é sentir-se bem dentro do próprio corpo.


5 | O carnaval cabe em muitos jeitos

No colo, no sling, no carrinho, com rodinhas, com pausas, com silêncio.

Se o som apertar os ouvidos, afaste-se da multidão.

Cada infância dança no ritmo que consegue.

Toda criança tem direito à festa.

6 | Quando o corpo chama

Nem sempre há banheiro do tamanho da infância.
Por isso, leve o necessário: trocador, lenço, fralda, roupa extra.

Cuidar do corpo é parte da brincadeira.

7 | Se molhar, pode

Se não for tempestade, a chuva vira refresco.

Capa no corpo, pé na poça, riso que escorre.

Criança sabe brincar com o céu.

8 | Que som é esse?

Há blocos que cantam para os pequenos.

Em outros, é bom escutar antes: nem toda música é para a infância, nem todo volume é carinho.

Cuidar do que se ouve é cuidar do que se aprende.

 

Carnaval não combina com violência. Nem com pressa. Nem com excesso.

Se a criança quiser ir embora, é hora de ir.

Se vir um direito sendo ferido, é hora de proteger:
Disque 100 | Conselho Tutelar | Polícia Militar.

A infância é prioridade.

O carnaval pode ser brincadeira, encontro e respeito.

Pode ser festa para todos os corpos, todas as infâncias, todos os jeitos de existir.

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